Projeto Oboé Cidadania

Responsabilidade Social Empresarial

1. Nome do projeto: Projeto Oboé de Cidadania.

2. Data de criação: 31 de julho de 2000

3. Data de implementação: 31 de julho de 2000

4. Descrição resumida: O Projeto Oboé de Cidadania tem um objetivo rigorosamente definido: contribuir para um futuro melhor das crianças e jovens da Comunidade São Vicente de Paulo, Fortaleza, Ceará, constituída de 880 famílias ou 2.800 pessoas.

O Projeto Oboé de Cidadania, iniciado em julho/2000, com 5 oficinas (teatro, música, artes plásticas, reforço escolar e noções básicas de cidadania), beneficia 70 crianças e adolescentes, na faixa etária de 10 a 16 anos, moradores da comunidade São Vicente de Paula, Aldeota.

Os critérios para o ingresso no projeto são: idade entre 10 a 16 anos; estar regularmente matriculado na rede oficial de ensino e ser morador da Comunidade São Vicente de Paula.

Os alunos têm direito a fardamento, lanches, material didático, acompanhamento sócio-educativo de uma assistente social (visitas domiciliares, acompanhamentos individuais e /ou familiares), acompanhamento de estagiários nas áreas de psicologia, pedagogia e serviço social, além da monitoria especializada.

O Projeto Oboé de Cidadania, estendendo suas ações às famílias dos educandos, criou a partir de 2003 o grupo Mães Empreendedoras, por meio do qual as mães ou avós têm acesso a uma oficina de artesanato, assim como de orientação e acompanhamento sócio-econômico na comercialização dos produtos. O Projeto encaminha as mães a pontos de vendas, como shoppings, feiras, bazares, além do espaço no Centro Cultural Oboé. O Projeto age, também, na melhoria da condição de vida das famílias dos educandos.

5. Público atingido: média de 70 crianças e adolescentes (10 a 16 anos de idade).

Crianças e adolescentes assistidos pelo Projeto Oboé de Cidadania
2000 - 2005

200020012002 200320042005TOTAL
708585 85100100525


Famílias assistidas pelo Projeto Oboé de Cidadania
2000 – 2005

200020012002 200320042005TOTAL
--- 658080325

6. Valor do investimento/ano: R$ 180 mil.

7. Valor total do investimento: -

8. Número de funcionários da empresa envolvidos no projeto: 10.

9. Qual foi a motivação da empresa ao desenvolver o programa: A proximidade e o contacto com algumas dessas crianças e adolescentes. A Comunidade está muito próxima de nossa sede.

10. O programa envolve parcerias? Sim. O Projeto Oboé da Cidadania conta com a participação da 10a. Região Militar do Exército, por intermédio do Hospital Geral do Exército, em Fortaleza.

11. O projeto contempla mecanismos de acompanhamento e avaliação: Sim. Possui acompanhamento pedagógico, conduzido por Norma Suely Pearce, pedagoga, e acompanhamento social, conduzido por Fabiane Moreira, assistente social.

Os instrumentais utilizados pela pedagoga são: reunião semestral com os pais e/ou responsáveis dos alunos, objetivando acompanhamento das atividades pedagógicas; reuniões mensais com equipe técnica, com entrega de relatórios quantitativos e qualitativos, para fins de planejamento e avaliação dos resultados obtidos processualmente; avaliação escrita, realizada pelos próprios alunos, no final do ano, contemplando aspectos como: qualidade dos cursos ofertados, alimentação, desempenho dos profissionais e expectativas quanto ao projeto.

Os instrumentais utilizados pela assistente social são: visitas domiciliares, objetivando a elaboração de diagnóstico social acerca da realidade dos alunos e respectivas famílias, assim como possíveis intervenções; atendimentos individuais focalizando questões como evasão, indisciplina, relações interpessoais; atendimentos familiares, visando à melhoria da qualidade das relações familiares entre seus membros, e com relação aos objetivos do projeto; momentos grupais de discussão e circulação de informações de temas pertinentes ao âmbito da cidadania.

12. Relacionar os três principais pontos fortes do projeto: Promoção humana dos alunos através da arte-educação; promoção de palestras socioeducativas para alunos e familiares de temas ligados aos valores sociais e a construção da cidadania; fortalecimento dos laços familiares objetivando a melhoria da qualidade de vida das famílias.

13. Relacionar as três principais dificuldades enfrentadas e as estratégias para superá-las: A primeira grande dificuldade apresentada foi a postura violenta da maioria dos alunos; tal dificuldade encontra-se em processo de superação, com grandes avanços, através do contato com a arte, utilizada enquanto meio de transformação humana.

A segunda dificuldade revelava-se no distanciamento das famílias dos objetivos e das atividades do projeto e vem sendo superada com as atividades da assistente social; ela vem estabelecendo o vínculo das famílias com o projeto.

Por último, a sensibilização dos alunos para o caráter complementar do Projeto, ou seja, o Projeto é uma complementação das atividades escolares e a permanência no Projeto está vinculada ao vínculo com a escola; esta dificuldade vem sendo superada com o estabelecimento da comunicação permanente entre a escola e o Projeto.

14. O projeto conta com algum mecanismo de divulgação: O Projeto não conta com mecanismo de divulgação estruturado e permanente.

Validação externa

“O uso de drogas, o alto índice de casos de gravidez na adolescência e a violência eram os problemas mais graves decorrentes da falta do que fazer da população jovem da Comunidade. Por isso, o Projeto Oboé de Cidadania começou oferecendo cursos de música, reforço escolar, artes plásticas e palestras sobre cidadania para crianças entre 10 e 16 anos regularmente matriculadas na escola. Nos quatro anos de atividades, a demanda cresceu e hoje são ofertados nove cursos: flauta e coral, elementos musicais, artes plásticas, teatro, artesanato, dança contemporânea, reforço escolar e artes marciais. Dos cursos, surgiu a banda Oboé do Samba. Ela já faz apresentações em eventos.” Ana Karine Zaranza, autora da reportagem “Projeto Oboé resgata jovens da Comunidade São Vicente de Paulo”. Jornal Nós, Fortaleza: Universidade de Fortaleza - UNIFOR, n. 3, jun.2004, p.4.

“Outra parceria importante a ser destacada é o Projeto Oboé de Cidadania, desenvolvida pela Oboé Financeira e pela 10ª RM, atendendo a crianças e adolescentes da Comunidade São Vicente de Paulo através de aulas de reforço escolar, dança contemporânea, música, teatro, reciclagem artesanal, palestras educativas e atendimento médico e odontológico realizados no Hospital Militar”, diz reportagem da Seção de Comunicação Social da 10ª RM (“Conheça a 10ª Região Militar”. O Povo, Fortaleza, 18.abr.2004, encarte “19 de Abril – Dia do Exército Brasileiro”, p.3 ).

“Pelo que observamos, a Oboé Financeira, no âmbito do modelo piramidal de Carrol, se enquadra nos conceitos de responsabilidade discricionária – pelo desejo de contribuir com a qualidade de vida da Comunidade São Vicente de Paulo – e de responsabilidade ética – pela postura descrita em sua Carta de Intenções aos clientes e a adoção de um Código de Ética para diretores e funcionários.” Suzette Magalhães Maia, Talita Nobre e Vivianne Pereira Salas Roldan, da Universidade de Fortaleza, Curso de Administração, autoras do trabalho “Responsabilidade Social nas Empresas: o caso Oboé Cidadania”.

“No começo do Projeto Oboé de Cidadania, todo mundo tinha o pé atrás, achando que aquilo era só fogo de palha. Mas quando a moçada viu que o projeto era sério, todo mundo quer participar. É uma briga porque todo mundo quer entrar”, diz o líder comunitário Normando Rodrigues de Souza (“Projeto Oboé resgata jovens da Comunidade São Vicente de Paulo”. Jornal Nós, Fortaleza: Universidade de Fortaleza - UNIFOR, n. 3, jun.2004, p. 4).

“Antes do projeto eu dormia a tarde inteira. Com o Projeto Oboé de Cidadania eu aprendi muito mais sobre cultura, deixei de ser muito tímida e ainda ajudo em casa”, diz Caiane Freitas, ex-aluna da turma de flautas e artes plásticas, atualmente aluna de dança contemporânea e de teatro, estagiária do Centro Cultural Oboé (“Projeto Oboé resgata jovens da Comunidade São Vicente de Paulo”. Jornal Nós, Fortaleza: Universidade de Fortaleza - UNIFOR, n. 3, jun.2004, p.4).

“Enquanto cidadão e diretor de uma organização militar de saúde é com satisfação e alegria que, ao final de mais um Projeto OBOÉ, venho de público externar a minha satisfação e alegria por ter participado desse importante projeto social, voltado única e exclusivamente para a promoção social do ser humano em todas as suas dimensões, resgatando-lhe o que julgo de extrema importância: a sua dignidade. Essa iniciativa dá ao Exército Brasileiro, através do Hospital Geral de Fortaleza (HGeF), a oportunidade de colocar em prática a sua política no campo social de estender a mão amiga à população de nosso País, aqui representada pela comunidade do Conjunto São Vicente de Paulo, de Fortaleza. Ao finalizar, gostaria de enaltecer e agradecer o trabalho dos profissionais do HgeF, que direta ou indiretamente colaboraram para o sucesso desse empreendimento, bem como a todos os integrantes do Projeto OBOÉ, e de modo especial ao dr. Newton Freitas pela amizade e atenção dispensadas a este Diretor.” Ronaldo Pinheiro Gonçalves – Ten Cel Méd QEMA, diretor do Hospital Geral de Fortaleza.

“Aqui, de Belo Horizonte, admiramos o trabalho de Newton Freitas. Agora, Newton Freitas hoje não é expressão só do Ceará. Essa coragem dele, essa visão dele é uma coisa extraordinária que vem alcançando o Brasil. A atividade cultural da Oboé é uma lição para o Brasil, é uma glória para o Ceará. Com sua proposta cultural, Newton faz o definitivo, o perene.” Renato Sampaio, mineiro, escritor, “marchant”.

“Este não é um Centro Cultural, é um Templo Cultural, porque aqui é onde você pode encontrar a verdadeira cultura do nosso Ceará.” Carol Haydar, cearense, apresentadora de televisão:

“Estamos com vários projetos para o Centro Cultural e contamos com a valiosa experiência do Projeto Oboé de Cidadania: um grupo de jovens demonstrou seu talento participando, com muita sensibilidade e dramaticidade, de peças teatrais. Essa experiência evidencia o poder das artes na transformação de um povo. Os jovens participantes da experiência hoje se distinguem na comunidade em que vivem pela mudança de comportamento: outra educação, outra postura, outros objetivos de vida.” Aurora Miranda Leão, cearense, atriz, jornalista, diretora de Teatro do Centro Cultural Oboé.

“A Oboé desenvolve um trabalho exemplar pela arte e pela cultura no Ceará, e é a partir de iniciativa como a da Oboé que poderemos consolidar a produção cultural local e promover intercâmbios com o Brasil e o mundo.” Patrícia Veloso.

“O Centro Cultural Oboé expressa nossa arte de forma legítima e natural. Para mim, a padaria musical do Ceará.” Carlinhos Patriolino, músico.

“Como o instrumento oboé é imprescindível numa orquestra, o Centro Cultural Oboé é imprescindível na vida cultural-musical de Fortaleza.” Daniela Montezuma, cantora.

“Com a postura e a atitude de uma empresa moderna, a Oboé criou um espaço no qual professores, profissionais liberais, alunos, bancários, médicos, pintores, escultores, fotógrafos, escritores, cineastas, teatrólogos, bailarinos, poetas e músicos podem interagir sempre com um bom programa cultural. Dessa maneira o Centro Cultural Oboé não é só um grande local de trabalho para a classe artística; é, sobretudo, uma simpática sala de visita onde o povo de Fortaleza se encontra.” Ellis Mário, cantor.

“Um homem, um sonho, uma realização ... Centro Cultural Oboé ! Ponto de encontro das artes, de pessoas e de emoções. Um lugar especial para se desenvolver a sensibilidade que está dentro de cada ser humano e encontrar amigos.” Jessé de Holanda, professor, músico, diretor da Faculdade Integrada do Ceará (FIC).

“O que seria do azul se todos gostassem do amarelo ? ... Pois é. Ainda bem que existem empresários que amam o ‘azul’ das artes e que, não só as admiram, como oferecem subsídios para que elas vivam, brilhem e possam espalhar suas criações pelo mundo. Que outros empresários e empresas façam como Newton Freitas e sua simpática Oboé: invistam na arte de fazer amigos através das artes. Ave ! Oboé ! Instrumento cuja música torna o Ceará mais rico.” Núbia Brasileiro, escritora, cantora.

“O Centro Cultural Oboé desenvolve um trabalho importantíssimo. Homens como o Newton Freitas, grande pessoa que conheci, um grande amigo, são homens importantíssimos. Os artistas precisam dessas pessoas para sobreviver e para poder expor a sua força humana, a sua digressão, o seu pensamento artístico. Às vezes, a gente fica engavetado, a gente fica anulado. Então, esses homens que espontaneamente acreditam nos artistas, de coração, que apostam na arte, são absolutamente fundamentais numa sociedade. Absolutamente.” Carlos Bracher, mineiro, artista plástico.

“O Centro Cultural Oboé é um espaço de muita vida, o qual incentiva as artes plásticas, a música, a literatura, o teatro, a fotografia. Parabéns à Oboé Financeira.” Gentil Barreira, cearense, fotógrafo.